Sintomas

 

Sintomas

    Os sintomas relativos à intoxicação por tetrodotoxina são diversos, sendo que existe uma classificação destes mesmos sintomas em diferentes graus conforme a sintomatologia apresentada.

    O grau 1 é caracterizado por dormência na região peri-oral, parestesias, e por vezes sintomas gastrointestinais.

    O grau 2 apresenta sintomas, tais como: dormência da face e de outras zonas, parestesias, paralisia das extremidades, descoordenação motora, discurso arrastado e reflexos normais.

    Os indivíduos com sintomas de grau 3 incluem descoordenação muscular, afonia, disfagia, dispneia, cianose, diminuição da pressão sanguínea, dilatação das pupilas; no entanto o indivíduo ainda se encontra consciente.

    Quanto ao grau 4, a sintomatologia apresentada é de hipóxia, falência respiratória, hipotensão severa, bradicardia e arritmias cardíacas.

Representação de alguns sintomas apresentados por indivíduos expostos a TTX

Representação de alguns sintomas apresentados por indivíduos expostos a TTX

    O início dos sintomas acontece frequentemente às 6 horas, no entanto alguns pacientes apresentam as primeiras manifestações após 20 horas da ingestão do peixe contaminado. 

    Os sintomas manifestados normalmente resolvem-se entre as primeiras 24 horas e os 5 dias.

    O prognóstico é favorável desde que o paciente não esteja em paragem respiratória e chegue consciente a um serviço hospitalar. Os pacientes que sobrevivem às primeiras 24 horas (fase aguda da intoxicação), normalmente recuperam favoravelmente, embora a recuperação total demore alguns dias.

    A morte por intoxicação de tetrodotoxina decorre de paralisia respiratória  ou por arritmais cardíacas.

    Apesar de se pensar que existe uma correlação directa entre a bioactividade da TTX e os sintomas clínicos apresentados pelos indivíduos, esta é de difícil confirmação uma vez que raramente as concentrações plasmáticas de tetrodotoxina são determinadas.

Relação entre sintomatologia e a concentração plasmática de TTX

Relação entre sintomatologia e a concentração plasmática de TTX

 

Diagnóstico 

       Primeiramente o diagnóstico de intoxicação por TTX é baseado na sintomatologia que a vítima apresenta, bem como numa “análise” retrospectiva da alimentação recente deste doente.

         A confirmação do diagnóstico pode ser conseguida através da análise do peixe não ingerido (e possivelmente contaminado), bem como de uma análise à urina e ao plasma da vítima de intoxicação. Esta análise é feita por técnicas de HPLC, usando como método de detecção a espectrometria de massa. A tetrodotoxina também pode ser detectada por espectrometria de fluorescência.

         De salientar que a análise ao plasma deve ser realizada o mais rapidamente possível, uma vez que os níveis de TTX ficam indetectáveis ao fim de 12 a 14 horas. A detecção de TTX na urina é possível até 5 dias após a ingestão, assim sendo a análise à urina de 24horas com a quantificação de tetrodotoxina é o teste mais sensível, e por isso o método preferível.

         Como já foi referido o diagnóstico baseia-se em observações da sintomatologia, assim sendo é necessário realizar um diagnóstico diferencial de forma a excluir outras patologias/intoxicações, tais como: síndrome de Guillain-Barre, botulismo, envenenamento por inibidores da colinesterase, outros venenos/toxinas marinhos. Assim é importante recorrer à imagiologia: por exemplo no caso de existir cianose ou insuficiência respiratória fazer um raio-X toráxico para excluir patologia pulmonar local; se o doente apresenta disfunção neurológica ou convulsões fazer uma TAC cerebral.

         É importante reter que o diagnóstico é baseado em observações clínicas e, uma vez que se trata de uma intoxicação grave, a confirmação laboratorial não vai estar disponível a tempo de se tomarem algumas decisões médicas.

 

Referências

http://emedicine.medscape.com/article/818763-diagnosis   (acedido em 18-5-2010)

 http://www.ff.up.pt/toxicologia/monografias/ano0506/tetrodotoxina/tetrotx.htm   (acedido em 18-5-2010)

http://toxnet.nlm.nih.gov/cgi-bin/sis/search/f?./temp/~WGkKcs:1   (acedido em 18-5-2010)

http://www.healthsystem.virginia.edu/internet/medtox/education/toxtalks/sept08ttx.pdf    (acedido em 18-5-2010)

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